“100.000 EUROS PARA QUEM DOMAR ESTE TOURO!” — gritou o rico proprietário, erguendo um envelope com dinheiro acima da cabeça… Todos os homens na multidão recuaram imediatamente, até que um rapaz de 15 anos entrou na arena — e então aconteceu o que ninguém esperava 😳 😳
O pó pairva no ar, o sol batia forte nos olhos e nas bancadas estavam centenas de pessoas. Todos tinham vindo para a festa — música, comida, risadas… mas agora ninguém ria.
Atrás do portão estava ele. O touro chamado Diabo.
Preto, enorme, quase novecentos quilos. Os seus chifres eram curvados para a frente, como facas cegas. Batia o casco no chão e respirava com esforço, como se procurasse alguém em quem despejar a sua raiva.
No último mês, já havia mandado três homens para o hospital. Um escapou com um braço partido. O segundo perdeu duas costelas. O terceiro ficou quatro dias sem sentidos e, quando acordou, não se lembrava nem do próprio nome.
Ninguém queria ser o próximo.
O proprietário, conhecido na região como Senhor Mateus, tinha comprado aquele touro há três anos. Era suposto ser um animal de reprodução comum, mas desde o início algo correu mal. O touro não estava magoado nem doente. Ele estava apenas zangado. Sempre.
O Senhor Mateus tentou tudo. Trouxe treinadores, chamou veterinários, chegou a pagar a um homem de Portugal que garantiu conseguir acalmar qualquer animal. Este aguentou menos de quinze segundos no curral.
Depois disso, o Senhor Mateus deixou de tentar corrigi-lo e apenas reforçou a cerca. E agora decidiu fazer um espetáculo.
Estava numa plataforma de madeira, segurando um envelope grosso na mão e a observar a multidão com um ligeiro sorriso desdenhoso.
— Cem mil euros a quem o fizer obedecer.
A multidão agitou-se. Vários homens deram um passo em frente, mas quando o portão começou a abrir-se e o touro entrou lentamente na arena, todos recuaram imediatamente.
Ele caminhava com peso, com confiança, com a cabeça baixa. Os músculos moviam-se sob a pele e os cascos deixavam marcas fundas na terra seca.
Ninguém se mexia. Foi nesse momento que um rapaz avançou.
Não teria mais de quinze anos. Magro, com roupa velha, descalço. Parecia que não tinha ido até ali para o espetáculo, mas que estava apenas a passar.
As pessoas começaram a rir.
— Tira-o daqui!
— Ele nem vai conseguir chegar ao portão!
Mas o rapaz não ouviu. Continuou a caminhar calmamente. O Senhor Mateus franziu a testa.
— Sabes o que estás a fazer? — gritou ele.
O rapaz parou por um segundo, mas não se virou.
— Sei — respondeu baixinho.
E continuou. Quando a distância entre ele e o touro ficou muito pequena, as bancadas ficaram tão silenciosas que se ouvia o vento a arrastar o pó pelo chão. O touro ergueu a cabeça bruscamente. Tinha visto o rapaz. Bufulou. E disparou para a frente.
Alguém gritou. As pessoas levantaram-se dos lugares.
E então aconteceu algo que deixou toda a multidão completamente horrorizada 😱 😳 A continuação desta história interessante pode ser encontrada no primeiro comentário 👇
Mas o rapaz não fugiu. Apenas ficou parado.
No último momento, quando a colisão parecia inevitável, ele deu um passo em frente… e levantou a mão.
Não bruscamente. Não com medo. Lentamente.
O touro abrandou de repente. Mais um passo… mais outro…
E parou mesmo à sua frente. A multidão gelou.
O rapaz deu mais um passo e tocou-lhe na testa. O touro expirou com força… e baixou a cabeça. Nas bancadas, ninguém acreditava no que estava a acontecer.
O Senhor Mateus desceu da plataforma e aproximou-se. Observava aquilo sem pestanejar.
— Como é que fizeste isto?.. — perguntou ele.
O rapaz passou a mão pela cabeça do touro e só depois ergueu os olhos.
— Ele não é mau — disse com calma. — Ele apenas tem medo.
O Senhor Mateus franziu a testa.
— De que é que ele pode ter medo?
O rapaz calou-se por um instante.
— De si — respondeu baixinho.
A multidão voltou a agitar-se.
— Estás a dizer disparates — disse friamente o Senhor Mateus. — Este touro quase matou pessoas.
O rapaz abanou a cabeça.
— Tirou-o da mãe demasiado cedo. Ele esteve sempre sozinho. Batia-lhe quando ele não obedecia. Foi você que o fez assim.
Estas palavras pairaram no ar. Ninguém falava. O Senhor Mateus apertou o envelope na mão.
— Como é que sabes isso?
O rapaz olhou para o touro. Depois novamente para ele.
— Porque eu vi quando você o levou.
O Senhor Mateus empalideceu.
— Quando?..
O rapaz deu um passo atrás, mantendo a mão na cabeça do touro.
— Há três anos — disse com tranquilidade.
— Era a quinta do meu pai.
O silêncio tornou-se pesado.
— Na altura, você disse que ele não valia nada… — continuou o rapaz. — E mesmo assim levou-o quase de graça.
O touro bufulou baixinho, como se reconhecesse a voz.
— O meu pai morreu um ano depois — acrescentou o rapaz. — E ele… ficou aqui.
Ninguém se mexia.
O Senhor Mateus baixou o envelope lentamente.
— E o que queres agora? — perguntou ele, com uma voz totalmente diferente.
O rapaz olhou para o touro. Acariciou-o mais uma vez. E disse calmamente:
— Não vim pelo dinheiro.
Fez uma pausa.
— Vim para levá-lo para casa.
E nesse momento ficou claro porque é que o touro mais perigoso da província, pela primeira vez em toda a sua vida… estava simplesmente parado e calmo.