Um homem rico retorna após anos e se surpreende ao reencontrar o passado

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O MILIONÁRIO REGRESSA APÓS 18 ANOS PARA VER A EX-MULHER… E FICA PETRIFICADO COM O QUE ENCONTRA…

Abririas a porta ao homem que te deixou grávida… se ele voltasse milionário?

Afonso Monteiro saiu do carro de luxo e ficou paralisado diante da pequena casa de adobe em Monsanto. O ramo de flores parecia uma piada de mau gosto. Telhas partidas, paredes descascadas, um balde a apanhar a água da chuva: ali estava a promessa que nunca cumpriu.

Dezoito anos antes, jurara a Leonor Sequeira que regressaria rico, construirá uma casa digna, daria segurança aos filhos que ainda nem existiam. Partiu com um “é só por uns tempos”. Os tempos tornaram-se uma vida. E o silêncio do que deixou para trás.

Quando bateu à porta, ela abriu rápido, como quem teme perder a única visita do dia. Leonor surgiu apoiada num pau de vassoura, improvisado como bengala. Cabelos brancos apanhados, rosto sulcado pelo sol. A voz era a mesma, mas cansada.

“Quem procura, senhor?”

Afonso engoliu o próprio nome. “A dona Leonor… conhece?”

“Sou eu. Nós nos conhecemos?”

Ele percebeu: ela mal conseguia vê-lo. Covarde, inventou: “Sou José, acabei de chegar à aldeia.”

Puxou-o para dentro com uma delicadeza que o cortou. O chão de terra batida estava impecavelmente varrido, mas irregular. Então apareceu uma rapariga de olhos verdes, desconfiados. “Mãe, quem é?” Era Inês, com o mesmo queixo dele. Atrás dela, um miúdo de dez anos apareceu a correr, segurando desenhos.

“Ele parece o homem que eu desenho”, disse Martim, apontando para uma figura de fato escuro no papel.

Leonor riu, sem notar o terramoto no peito de Afonso. “O meu marido foi embora para ganhar dinheiro. Desde então, vivemos com o que Deus quer.”

“Há quanto tempo?”, perguntou ele, sem fôlego.

“Dezoito anos.” Leonor suspirou. “Nunca deu notícias. Mas eu sempre pedi a Nossa Senhora que protegesse o Afonso e o trouxesse de volta.”

O copo rachado tremeu-lhe na mão. Antes que confessasse, a porta rangou e entrou o Senhor Joaquim com ferramentas. O velho ficou gelado. “Afonso Monteiro… és tu.”

O silêncio cortou a sala como uma faca. Inês deixou cair a cadeira. Martim soltou os desenhos. Leonor virou o rosto, à procura do som. “Afonso?”

“Sou eu”, sussurrou.

Inês explodiu: “Sabes o que foi ver a minha mãe a trabalhar até quase ficar cega? Sabes o que é fome disfarçada de ‘não tenho apetite’?”

Afonso não teve defesa. Só a verdade. “Tive vergonha. E a vergonha transformou-se em covardia.”

Leonor ergueu a bengala. “Vai-te embora hoje. Se quiseres voltar amanhã, volta simples. Sem teatro. Vem para ouvir.”

No dia seguinte, regressou de calças de ganga, sem flores. Subiu ao telhado com o Senhor Joaquim, tirou calos, suou, sangrou. À noite, alugou um quarto na casa da Dona Odete e aprendeu a viver sem comprar tudo com dinheiro.

Semanas viraram meses. Organizou os bordados de Leonor para ela vender pelo preço que mereciam, e pagou a consulta dos olhos como doação anónima. Quando a clínica ligou, Leonor perguntou: “Porquê?”

“Porque não posso voltar atrás no tempo”, disse ele, “mas posso escolher não faltar hoje.”

Um dia, a antiga empresa chamou. Crise. Contrato. Foi e voltou antes do jantar, mesmo perdendo milhões. Martim sorriu: “Voltaste.”

Leonor ainda tinha medo. Inês ainda testava. Mas Afonso aparecia todos os dias, inclusive nos piores. Até que, numa noite simples, Leonor murmurou: “Podemos tentar de novo… devagar.”

E ele entendeu, finalmente: riqueza não é luxo. É aparecer, dia após dia.

“Se acreditas que nenhuma dor é maior que a promessa de Deus, comenta: EU CREIO! E diz também: de que cidade estás a acompanhar esta história?”

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