Senhor, ainda sou virgem, nunca me deitei com nenhum homem antes” — e o que aconteceu depois chocou a todosE cinco minutos depois, o homem se ajoelhou e confessou que também era virgem, revelando que tudo não passava de um mal-entendido.

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Beatriz Costa sempre viveu com cautela, em silêncio, e com um coração que se magoava facilmente.
Por isso, quando finalmente escolheu um homem para amar — Diogo Almeida, um arquiteto bondoso e confiante que a cortejava há meses — pensou ter encontrado segurança.

Aquela noite no quarto de hotel não devia ser dramática.
Tinham ido apenas para conversar em privado, longe da família rigorosa dela e da mãe controladora dele.

Mas tudo mudou quando Diogo pegou na sua mão e disse:

“Beatriz, quero que demos o próximo passo.”

As palavras atingiram-na como uma onda gigante.

O peito apertou-lhe.
A respiração acelerou.

E, antes mesmo de perceber o que dizia, Beatriz soltou:

“Senhor… eu ainda sou virgem. Nunca estive com nenhum homem!”

Diogo ficou petrificado.

O quarto ficou em silêncio.

Beatriz desatou a chorar, certa de que ele ficaria zangado, dececionado, ou simplesmente sairia dali.

Mas o inesperado aconteceu cinco minutos depois.

Algo que nunca viu chegar.

O MOMENTO EM QUE TUDO MUDA
Diogo permaneceu ali, atónito — não pela confissão dela, mas por algo completamente diferente.

Depois de uma longa pausa, disse suavemente:

“Beatriz… eu já sei.”

Ela pestanejou entre lágrimas. “O quê? Como?”

Diogo aproximou-se da mala e tirou algo que ela reconheceu na hora:

Um envelope fechado — aquele que pensara ter perdido há duas semanas.

“Caíste isto no meu escritório,” explicou.
“Escorregou da tua agenda. Não queria espreitar, mas quando o apanhei… o selo abriu-se.”

Dentro estavam os documentos que Beatriz temera mostrar a alguém:

Os relatórios médicos.
As cartas da terapia.
E a verdade mais dolorosa — nunca tinha sido íntima com ninguém devido a um trauma de infância que nunca superara.

A garganta de Beatriz apertou.

“Tu… viste isso?” sussurrou.

“Sim,” respondeu Diogo, baixinho.
“E naquela noite percebi quem tu és verdadeiramente — a mulher mais corajosa que conheci.”

Beatriz tapou a boca, incrédula.

Diogo não estava enojado.
Não estava impaciente.
Não ia embora.

Estava comovido.

Pegou-lhe nas mãos com cuidado.

“Beatriz, nunca quis pressionar-te esta noite. Só queria conversar — não pôr-te à prova. Não estás atrasada. Não estás estragada. Não te falta nada.”

A respiração dela tremia.

“Mas… pensei que ias achar-me inexperiente. Ingénua.”

Diogo abanou a cabeça.

“Beatriz, não quero a tua experiência.
Quero-te a ti.”

As lágrimas caíram-lhe novamente — agora não de medo, mas de alívio.

A VERDADEIRA SURPRESA — CINCO MINUTOS DEPOIS
Diogo sentou-se ao seu lado e ligou o telemóvel.

“Deixa-me mostrar o que realmente planeava para hoje.”

Abriu a galeria de fotos.

Beatriz ficou sem fôlego.

Não eram fotos românticas.
Nem velas.
Nem reservas de hotel.

Eram…

dezenas de imagens de anéis.
Screenshots de propostas.
Mensagens entre Diogo e um ourives.

Não a levara ali para a seduzir.

Levara-a para ensaiar o pedido de casamento — sem que a família dela ouvisse.

“Beatriz,” disse, a voz a tremer ao tirar uma caixa de veludo do bolso,
“ia dar-te isto na próxima semana… mas esta noite parece certa.”

Ajoelhou-se.

Ela levou as mãos à boca.

“Queres casar comigo?” perguntou Diogo, suave.
“E deixar-me proteger o teu coração em vez de o partir?”

Beatriz nem conseguiu falar.

Acenou, a chorar, a tremer.

Ele deslizou a aliança no seu dedo.

E naquela noite, não dormiram juntos.

Conversaram.
Cicatrizaram.
Riram.
Planearam um futuro construído em confiança, não pressão.

EPÍLOGO — O QUE REALMENTE IMPORTA
Todos esperavam que o choque fosse físico.

Mas o verdadeiro choque foi emocional:

Uma mulher expôs o seu maior medo.

E o homem que amava respondeu com paciência, proteção e compromisso.

Porque às vezes a cena mais poderosa num quarto de hotel…

não é o desejo.

É o respeito.

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