O Filho Rico Sofria Horrores… Até a Babá Revelar um Segredo Chocante No Seu Ventre.

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O grito ecoou pelos corredores de mármol da mansão Silva.

Parecia uma lâmina afiada rasgando o silêncio.

Marcos Silva, o titã do mercado imobiliário, largou tudo.

Era um homem temido, capaz de dobrar mercados com um único telefonema.

Mas naquele instante, era apenas um pai aterrorizado, correndo para o quarto do filho.

Pedro, seu menino de seis anos, estava encolhido na cama enorme.

Os dedos pequenos apertavam o estômago com força desesperada.

O rosto estava encharcado de lágrimas.

O corpo tremia sem controle.

Os gritos eram brutos, quase sem ar.

Era o quinto ataque em duas semanas.

Cinco vezes Marcos ficou parado, inútil, vendo o filho se contorcer.

Os melhores especialistas de Lisboa fizeram tomografias, exames de sangue, ultrassons.

Todos os resultados eram impecavelmente normais.

Nada explicava a dor.

Mas o sofrimento era inegavelmente real.

Os soluços de Pedro ecoavam no peito de Marcos como marteladas.

As babás nunca duravam.

Algumas fugiam depois da primeira noite, murmurando sobre sombras na casa.

Outras se iam consumidas pelo medo.

Agora, mais uma tremia na porta, incapaz de esconder o pânico enquanto Pedro gritava novamente.

Marcos tentou acalmá-lo.

Um multimilionário com o mundo aos pés, impotente diante do que torturava o filho.

Daria todos os negócios, todos os luxos, cada euro por aliviar a dor de Pedro por um único minuto.

Mas nada adiantava.

Não sabia que a salvação não viria de um médico.

Viria de uma mulher serena chamada Catarina Lopes.

Marcos não dormia há quase dois dias quando anunciaram a nova candidata.

Era a sétima babá em três meses.

Desceu a escadaria imponente esperando ver outra mulher tímida pronta para desistir.

Mas ao chegar no vestíbulo, congelou.

Perto da porta estava Catarina Lopes.

Era alta, morena, com olhos tranquilos da cor da terra quente.

Vestia roupas simples: jeans escuros e uma blusa bege.

Mas havia algo em sua postura.

Uma confiança sólida que parecia fora daquele mundo de mármor e medo.

Quando estendeu a mão, o aperto foi firme e quente.

“Vim para o emprego.”

Disse sem nervos, sem desculpas, com certeza absoluta.

Marcos leu o currículo.

Cinco anos em enfermagem pediátrica.

Dois cuidando de crianças de famílias ricas.

Referências perfeitas.

“Demasiado perfeitas. Por que deixou o hospital?” perguntou ele.

Uma sombra cruzou o rosto dela, rápida e ilegível.

“Razões pessoais.”

Olhou para ele com uma coragem à qual ele não estava acostumado.

“Prefiro trabalhar diretamente com as crianças.”

Pausou e acrescentou:

“A dor do seu filho não me assusta, Sr. Silva. Já vi coisas que os médicos nem sempre explicam.”

As palavras o atingiram como um vento frio.

“Superstição de novo,” pensou.

Quase a dispensou na hora.

Mas então, Pedro gritou lá em cima.

Um grito agudo, agonizante, desesperado.

Algo dentro de Marcos quebrou.

“Está bem,” sussurrou. “Venha comigo.”

Sem hesitar, Catarina seguiu-o escada acima.

Ao entrar no quarto de Pedro, sua expressão suavizou completamente.

Ajoelhou-se ao lado do menino trêmulo com ternura infinita.

Era o olhar de quem carregou sua própria dor e a reconhecia em outro.

Até Marcos sentiu: aquela mulher era diferente.

A respiração de Pedro era superficial.

O corpinho tremia sob os lençóis de algodão.

Catarina permaneceu ao seu lado.

As mãos pairaram sobre o abdômen da criança, sem tocar ainda, apenas sentindo.

Marcos ficou ao pé da cama, dividido entre desespero e desconfiança.

“A dor começa aqui, não é?” perguntou Catarina suavemente.

“Sim,” respondeu Marcos, com a voz rouca. “E só piora.”

Ela pressionou os dedos delicadamente ao redor do umbigo do menino.

Devagar, cuidadosa, profissional.

Pedro gemeu no início.

Depois arquejou quando os dedos dela pararam num ponto baixo do estômago.

O menino abriu os olhos, escuros e aterrorizados.

“Está aqui,” sussurrou ela. “Algo está errado.”

O coração de Marcos deu um salto.

Os exames não mostravam nada porque não sabiam o que buscar.

A convicção dela lhe deu um calafrio.

Pedro agarrou o pulso de Catarina de repente, soltando um pequeno grito.

Ela baixou a voz, transformando-a numa melodia suave.

“Ei, ei, respira comigo. Você está seguro, querido. Estou aqui.”

E, milagrosamente, Pedro obedeceu.

Os soluços acalmaram.

Os músculos tensionados relaxaram sob seu toque.

Marcos observou, atônito.

Semanas de remédios não acalmaram seu filho.

Mas aquela estranha, com mãos gentis e coragem firme, conseguiu em menos de um minuto.

Quando Pedro finalmente adormeceu, exausto, Catarina levantou-se.

Não havia medo nos olhos dela, apenas determinação.

“Sr. Silva,” disse baixinho. “Não vou mentir.”

Pausou, fitando-o.

“Isso não é dor comum. Seu filho precisa de ajuda que nenhum hospital pode dar.”

Marcos engoliu em seco.

“O que está dizendo?”

“Estou dizendo que Pedro não está apenas doente. Ele está sendo atacado.”

O quarto pareceu inclinar.

Marcos sentiu o ar ficar denso.

“Atacado?” repetiu, a palavra pesada e irreal.

Catarina não pestanejou.

Sua silhueta destacava-se na luz suave do abajur.

“Há algo dentro dele,” disse. “Algo colocado lá de propósito.”

A voz dela não tinha drama, apenas certeza devastadora.

Marcos balançou a cabeça.

“Isso é impossível. Meu filho está sempre comigo ou com a equipe.”

“A confiança,” ela cortou suavemente, “é exatamente como essas coisas acontecem.”

As palavras cortaram mais fundo que qualquer acusação.

Marcos sentou-se à beira da cama, esfregando as têmporas.

A verdade o atingia em ondas para as quais não estava preparado.

Seis meses de sofrimento.

E a ideia de que alguém fizera isso de propósito revirava seu estômago de raiva.

Catarina aproximou-se.

“Não sei o que é o objeto ainda,” continuou. “Mas ele se move.”

Marcos levantou os olhos.

“Toda vez que ele come, toda vez que bebe, ele se desloca. Por isso os médicos não viram.”

Os olhos dela suavizaram-se.

“E por isso ele grita.”

Marcos olhou para o filho, frágil e exausto.

O peito de Pedro subia e descia, parecendo pequeno demais para um mundo tão cruel.

“O que fazemos?” sussurrou.

Catarina respirou fundo.

“Deixe-me trabalhar. Não será fácil, e você terá que acreditar em coisas que não aparecem em monitores de hospital.”

Ele encontrou o olhar dela: firme, sem medo, inabalável.

Pela primeira vez em semanas, Marcos sentiu algo novo.

Esperança cortada pelo terror.

Porque, se Catarina estivesse certa, o verdadeiro pesadelo só começava.

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