Esposa Grávida é Agredida na Frente do Marido, mas a Vingança é Brutal

6 min de leitura

No meio da sala de audiências, o ar pesava como chumbo. João Carvalho, ignorando que o pai da esposa grávida era o dono do tribunal, estava ao lado da amante, rindo—sim, rindo—enquanto ela chutava a barriga da esposa com tanta força que a mulher desabou, agarrando-se ao ventre, suplicando ao bebê que não a deixasse. A amante, vestida num justo vestido vermelho e brincos de diamantes, chutou novamente, mais forte, gritando que a esposa grávida merecia aquilo.

João, o mesmo homem que um dia jurou amor eterno, sacou o telemóvel e filmou a esposa grávida, Inês, sangrando no chão de mármore, as mãos desesperadas pressionando a barriga inchada onde o bebê parara de se mexer. Mas o que a amante não sabia, o que João não via por sua arrogância, era que o juiz sentado a três metros dali, observando a filha arrastar-se em direção ao banco das testemunhas deixando um rasto de sangue, era o pai dela—o homem que comandava aquele tribunal, todos os advogados, e cada prova que tentaram esconder. O pai de Inês, a mandíbula cerrada, o martelo a tremer-lhe na mão, não via a filha desde os seus seis anos. Mas agora, a ver a vida da filha escorrer pelo chão do seu tribunal enquanto o marido ria, algo antigo e imparável despertou nele.

O que se seguiu fez a amante gritar por um perdão que nunca receberia e João implorar por misericórdia ao único homem no mundo que já não tinha nenhuma para dar. Mas como é que o pai de Inês, que perdera a filha vinte anos antes, acabou exatamente na sala de audiências onde a própria filha estava a ser assassinada? E que segredo sobre o bebê de Inês tornava a vingança do pai ainda mais devastadora do que qualquer um imaginara?

Três horas antes, a manhã começara com outro tipo de violência. Inês Tavares, grávida de sete meses e exausta, estivera na cozinha da mansão que um dia acreditara ser o seu lar, a observar o marido, João, a arrumar uma mala. Não para uma viagem de trabalho. Para ela. Disse-lhe que tinha até ao meio-dia para sair. A amante, Margarida, mudar-se-ia para lá nesse dia. As mãos de Inês tremeram ao agarrar-se ao balcão. Perguntou-lhe pelo bebê, pela filha que crescia dentro dela e a quem ele prometera amar. João nem sequer ergueu os olhos do telemóvel. Disse que Margarida também estava grávida, e que aquele bebê importava mais. Disse que Inês se tornara aborrecida, fraca e inútil.

Disse que os advogados já tinham preparado os papéis do divórcio e que ela teria sorte se conseguisse visitas supervisionadas uma vez por mês. Inês sentiu os joelhos fraquejarem, mas não chorou. Ainda não. Já chorara todas as noites durante três meses, desde que descobrira a traição. Chorara quando João começara a chegar a casa com o perfume de Margarida. Chorara quando deixou de tocar-lhe na barriga para sentir a filha mexer. Chorara quando a mandou dormir no quarto de hóspedes porque o corpo grávido lhe dava nojo. Mas naquela manhã, na cozinha onde um dia assara bolos de aniversário e o beijara nas manhãs de Natal, Inês decidiu que não sairia em silêncio.

Disse a João que iria lutar pela custódia, pela pensão de alimentos, pela metade de tudo o que ele construíra durante o casamento. Foi aí que o rosto dele mudou. A máscara de indiferença rachou, e por baixo havia algo frio e reptiliano. Aproximou-se dela, tão perto que ela sentiu o café no seu hálito, e sussurrou que, se ela ousasse lutar contra ele no tribunal, faria com que nunca mais visse a filha.

Disse que tinha dinheiro, poder e advogados que provariam que ela era mentalmente instável. Disse que já pagara um médico para testemunhar que Inês sofria de psicose pré-natal. Depois sorriu, o mesmo sorriso que a fizera apaixonar-se seis anos antes, e disse-lhe que a audiência seria dali a duas horas. Ele já apresentara medidas de emergência. Já congelara as contas conjuntas. Já mudara todos os pertences dela para um armazém do outro lado da cidade. O peito de Inês apertou enquanto a sala girava à sua volta. Pousou a mão na barriga e sentiu a filha mexer fracamente, como se sentisse o pânico da mãe.

João saiu da cozinha e, segundos depois, Margarida entrou, vestindo um dos seus roupões de seda. Serviu café na sua chávena favorita e sentou-se à mesa como se fosse dona do lugar. Porque, aparentemente, agora era. Margarida olhou para Inês com olhos que não mostravam culpa, nem vergonha, apenas triunfo. Disse-lhe que João nunca a amara, que só casara com ela porque os investidores gostavam da imagem de um homem de família estável. Disse que João planejara deixá-la desde o dia em que o teste de gravidez dera positivo. Depois, Margarida disse algo que fez o sangue de Inês gelar. Disse que, quando o bebê nascesse, João ficaria com a custódia total e ela criaria a criança como sua.

A filha de Inês chamar-lhe-ia “mãe” e esquecer-se-ia dela para sempre. Inês encarou aquela mulher, aquela desconhecida que destruíra a sua vida, e, pela primeira vez em meses, sentiu algo mais forte do que tristeza. Sentiu raiva. Pura, ardente, inabalável raiva. Disse a Margarida que a veria no tribunal. Margarida riu-se, o mesmo riso de João, e disse que Inês não fazia ideia com quem estava a lidar. Depois, inclinou-se e sussurrou que faria com que o bebê nascesse antes do tempo, de uma forma ou de outra. A ameaça pairou no ar como veneno. Inês virou-se e saiu da casa, as mãos a tremer tanto que mal conseguia segurar as chaves. Não tinha dinheiro, advogado, nem plano. Mas tinha uma coisa que João desconhecia.

Um nome. Uma memória. Um homem de cabelo prateado que não via desde os seis anos, mas cujo rosto nunca esquecera. O seu pai. O Juiz Eduardo Tavares. O juiz de família mais poderoso do país. O homem de quem a mãe a afastara numa batalha de custódia tão cruel que fizera manchetes vinte e três anos antes. A mãe dissera-lhe que o pai não a queria, que escolhera a carreira em vez da família. Mas Inês guardara uma fotografia escondida numa caixa debaixo da cama.

Uma foto do pai a segurá-la nos ombros num parque, os dois a rir, os olhos dele cheios de um amor tão feroz que queimava através da imagem. Sempre se perguntara se a mãe mentira. Agora, a caminho do tribunal com a filha a mexer ansiosamente dentro dela, estava prestes a descobrir.

O tribunal cheirava a madeira envelhecida e medo. Inês sentou-se sozinha à mesa da requerente, as mãos protegendo a barriga, tentando controlar a respiração. Do outro lado, João estava entre o advogado e Margarida, os três a cochichar e sorrir como se estivessem num clube, não numa audiência de custódia.

A defensora pública de Inês, uma mulher cansada com manchas de café no blazer, já lhe dissera a verdade. Com o dinheiro e a equipa jurídica de João, ela teria sorte se conseguisse visitas supervisionadas duas vezes por mês. O oficial de justiça pediu silêncio, e o coração de Inês quase parO Juiz Eduardo Tavares ergueu os olhos lentamente, a dor e a fúria transformando-se em justiça implacável, enquanto entregava a sentença que garantiria que Inês e a pequena Grace nunca mais conheceriam o medo.

Leave a Comment