A Fortuna na Caixa e a Resposta do Menino que Calou a TodosCom as mãos trêmulas, o menino olhou para o milionário e disse, com uma voz clara e surpreendentemente calma: “O dinheiro não compra o que eu quero: um lar”.

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Um milionário ofereceu cem milhões de euros a um menino de rua se ele conseguisse abrir o seu cofre inquebrável. Todos riram do desafio cruel. O que o menino disse depois calou as gargalhadas para sempre. Mateus Albuquerque bateu palmas com força enquanto apontava para o menino descalço que tremia diante do cofre de titânio. “Cem milhões de euros!”, gritou com um sorriso que poderia congelar o inferno. “Todo teu se abrires esta beleza. O que dizes, ratinho de rua?” Os cinco empresários que rodeavam Mateus rebentaram em gargalhadas tão violentas que alguns tiveram que enxugar as lágrimas.

A cena era demasiado perfeita. Um menino de 11 anos com roupa tão destruída que os buracos mostravam a sua pele suja, a olhar para o cofre mais caro da Europa como se fosse um objeto mágico caído do céu. “Isto é ouro puro”, rugiu Rodrigo Silva, magnata imobiliário de 49 anos, batendo na mesa com ambas as mãos. “Mateus, és um génio do entretenimento. Achas que ele percebe o que lhe estás a oferecer?” Gabriel Oliveira, herdeiro farmacêutico de 51 anos, inclinou-se para a frente com diversão cruel a brilhar nos seus olhos.

“Provavelmente acha que cem milhões são como cem cêntimos. Ou talvez pense que pode comê-los”, acrescentou Leonardo Marques, magnata petrolífero de 54 anos, provocando outra onda de risadas brutais. Elena Santos, de 38 anos, segurava o seu esfregão com mãos que tremiam tão violentamente que o cabo de madeira batia ritmicamente contra o chão. Cada batida era como um tambor, marcando a sua humilhação. Ela era a empregada de limpeza do edifício e cometera o erro imperdoável de trazer o filho para o trabalho porque não tinha dinheiro para pagar a alguém que olhasse por ele.

“Senhor Albuquerque”, Elena murmurou. A sua voz era tão baixa que mal se ouvia por cima das gargalhadas. “Por favor, nós vamos embora. O meu filho não vai tocar em nada. Eu prometo.” Silêncio. Mateus rugiu, a sua voz cortando o ar como um chicote. Elena encolheu-se visivelmente como se as palavras a tivessem atingido fisicamente. “Eu pedi-te licença para falar? Durante 8 anos limpaste as minhas casas de banho sem que eu te dirigisse a palavra. E agora queres interromper a minha reunião.” O silêncio que se seguiu foi tão tenso que parecia sólido.

Elena baixou a cabeça, as lágrimas a começarem a formar-se nos seus olhos, e deu um passo atrás até ficar quase colada à parede. O seu filho observou-a com uma expressão que partia a alma — uma mistura de dor, impotência e algo mais profundo que nenhum menino de 11 anos deveria sentir. Mateus Albuquerque, aos seus 53 anos, construíra uma fortuna de 900 milhões de euros, sendo impiedoso nos negócios e cruel com quem considerava inferior. O seu escritório no 42º andar era um monumento obsceno ao seu ego.

Janelas do chão ao teto com vista panorâmica para a cidade, móveis importados que custavam mais que casas inteiras e aquele cofre suíço pelo qual pagara o equivalente ao salário de 10 anos de Elena. Mas o que Mateus mais apreciava não era a sua riqueza, era o poder que ela lhe dava para fazer exatamente isto: relembrar às pessoas pobres qual era o seu lugar no mundo. “Aproxima-te, menino”, ordenou Mateus com um gesto imperioso. O menino olhou para a mãe, que anuiu quase impercetivelmente apesar das lágrimas que agora corriam livremente pelas suas faces.

Caminhou para a frente com passos pequenos, os seus pés descalços deixando marcas de sujidade no mármore italiano, que custava mais por metro quadrado do que tudo o que a sua família possuía. “Sabes ler?”, perguntou Mateus, agachando-se até ficar ao nível dos olhos do menino. “Sim, senhor”, o menino respondeu em voz baixa mas clara. “E sabes contar até cem?” “Sim, senhor.” “Perfeito.” Mateus endireitou-se com um sorriso que fez com que vários dos seus sócios se rissem antecipadamente. “Então, entendes o que significam cem milhões de euros, não é?”

O menino anuiu lentamente. “Diz-me com as tuas próprias palavras”, insistiu Mateus, cruzando os braços. “O que são cem milhões de euros para ti?” O menino engoliu em seco, os seus olhos movendo-se brevemente para a mãe antes de responder. “É… é mais dinheiro do que veremos em toda a nossa vida.” “Exatamente.” Mateus bateu palmas como se o menino tivesse dado a resposta certa num exame. “É mais dinheiro do que tu, a tua mãe, os teus filhos e os filhos dos teus filhos verão jamais. É o tipo de dinheiro que separa pessoas como eu, de pessoas como vocês.”

“Mateus, estás a ser cruel, mesmo para os teus padrões”, comentou Fernando Sousa, investidor de 57 anos, embora o seu sorriso indicasse que estava a apreciar o espetáculo. “Não é crueldade, Fernando, é educação”, respondeu Mateus sem tirar os olhos do menino. “Estou a ensinar-lhe uma lição valiosa sobre o mundo real. Alguns nascem para servir, outros para serem servidos. Alguns limpam, outros sujam sabendo que alguém mais limpará.” Voltou-se para Elena, que estava a tentar desesperadamente tornar-se invisível contra a parede. “A tua mãe, por exemplo, sabes quanto ganha a limpar casas de banho?” O menino abanou a cabeça.

“Conta-lhe, Elena”, ordenou Mateus com crueldade calculada. “Diz ao teu filho quanto vale a tua dignidade no mercado de trabalho.” Elena abriu a boca, mas não saiu nenhum som. As lágrimas caíam agora como cascatas silenciosas, o seu corpo a tremer com soluços que tentava conter. “Não queres dizer-lhe?”, pressionou Mateus, apreciando cada segundo de tortura psicológica. “Está bem. Eu digo-lhe: a tua mãe ganha num mês completo o que eu gasto num jantar com os meus sócios. Não é fascinante como o mundo funciona?”

“Isto é melhor que televisão”, riu Gabriel, sacando do telemóvel. “Deveríamos estar a gravar isto.” “Já estou a gravar”, mostrou Leonardo o seu dispositivo com um sorriso malicioso. “Isto vai direto para o nosso grupo privado. Os rapazes do clube vão morrer a rir.” O menino observava toda a cena com uma expressão que estava a mudar gradualmente. A vergonha inicial estava a ser substituída por algo diferente, algo mais perigoso, uma raiva fria e calculada que brilhava nos seus olhos como brasas. “Mas voltemos ao nosso jogo.”

Mateus regressou a sua atenção para o cofre, dando palmadinhas no metal como se fosse um animal de estimação precioso. “Esta beleza é uma Swistech Titanium importada diretamente de Genebra. Sabes quanto custou?” O menino negou com a cabeça. “Três milhões de euros.” Mateus deixou o número pairar no ar. “Só o cofre custou mais do que a tua mãe ganhará em 100 anos a limpar as minhas casas de banho. Tem tecnologia militar, scanners biométricos, códigos que mudam a cada hora. É absolutamente impossível de abrir sem a combinação correta.”

“Então, porque é que oferece dinheiro por algo impossível?”, perguntou o menino suavemente. A questão apanhou Mateus de surpresa. Por um momento, o seu sorriso vacilou. “O que disseste?” “Se é impossível abrir o cofre, então não há risco de ter que pagar os cem milhões”, repetiu o menino com uma lógica simples, mas devastadora. “Então, não é uma oferta real, é apenas um jogo para se riMas enquanto se virava para sair, o menino parou, olhou diretamente para o milionário e disse com uma calma que silenciou a sala para sempre: “O senhor guarda o seu dinheiro atrás de metal, mas a sua verdadeira pobreza está à vista de todos, e nenhum cofre no mundo pode escondê-la.”.

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