Na Minha Festa de Casamento, a Sogra Tentou Me Enganar – Então Virei o Jogo

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Vi sua mão pairar sobre minha taça de champanhe por exatos três segundos. Três segundos que mudaram tudo. A taça de cristal repousava sobre a mesa principal, aguardando o brinde, esperando que eu a levasse aos lábios e bebesse o que minha nova sogra acabara de despejar ali.

O pequeno comprimido branco dissolveu-se rápido, deixando quase nenhum traço nas borbulhas douradas. Catarina não sabia que eu a observava. Achava que eu estava do outro lado do salão, rindo com minhas damas de honra, perdida na alegria do meu dia de casamento. Achava que estava sozinha. Achava que estava segura.

Mas eu vi tudo. Meu coração batia forte contra as costelas enquanto a observava olhar em volta, nervosa, os dedos impecavelmente feitos tremendo ao afastá-los da minha taça. Um sorriso pequeno e satisfeito curvou seus lábios, o tipo de sorriso que fez meu sangue gelar. Não pensei. Só agi.

Quando Catarina voltou ao lugar, alisando o vestido de seda caro e forçando um sorriso de mãe do noivo, eu já havia feito a troca. Minha taça estava agora à sua frente. A dela, a limpa, esperava por mim.

Catarina ergueu a taça primeiro.

Seus diamantes brilhavam sob a luz do lustre enquanto sorria — aquele sorriso perfeito e ensaiado que enganava todos, menos eu. O fotógrafo disparava flashes, os convidados riam e a banda começou uma suave melodia de jazz.

“À família”, disse, a voz doce e vazia.

Todos ergueram suas taças.

“À família”, repeti, o pulso acelerado a ponto de ouvi-lo nos ouvidos.

Nossos olhos se encontraram através da mesa. Os dela brilhavam demais, a expressão um pouco demasiado expectante.

E então — ela bebeu.

Um gole lento, deliberado.

Observei sua garganta mover-se, vi as borbulhas deslizarem por seus lábios pintados. Cada instinto gritava que isso não podia estar acontecendo.

Mas estava.

E quando sua taça bateu suavemente na toalha da mesa, soube que algo irreversível havia começado.

**Uma Hora Depois**
A festa continuava — risadas, talheres tilintando, o cheiro de pato assado e perfume de champanhe no ar. Meu marido, Rodrigo, dançava com seus padrinhos, o rosto corado de felicidade.

Sorri quando ele olhou para mim. Até acenei.

Mas, por dentro, eu me desfazia.

De minutos em minutos, olhava para Catarina. Ela sentava-se ao lado do marido, sorrindo exageradamente, a mão passando ocasionalmente pela têmpora, como se algo a incomodasse.

No início, pensei que fosse culpa.

Depois, notei a cor desaparecendo de seu rosto.

Ela piscou rápido, uma, duas vezes — então agarrou a beirada da mesa enquanto a pulseira de diamantes escorregava pelo pulso.

Algo estava acontecendo com ela.

O que quer que ela tivesse colocado no meu champanhe… agora corria em suas próprias veias.

Meu estômago se contraiu.

Meu Deus.

E se ela não tivesse a intenção de me matar? E se fosse algo diferente — algo para me humilhar, ou me deixar doente, ou…

Um baque suave cortou meus pensamentos.

A cadeira de Catarina arrastou-se para trás. Ela balançou uma vez — duas — e então desabou, a cabeça batendo no chão com um ruído abafado que cortou a música.

Gritos se seguiram.

A banda parou. A multidão se agitou.

Rodrigo gritou “Mãe!” e caiu de joelhos ao lado dela.

Alguém chamou um médico. Alguém pediu uma ambulância.

Eu apenas permaneci ali, paralisada, a taça ainda gelada em minha mão.

**Duas Horas Depois**
O salão estava vazio. As luzes baixas. Luzes vermelhas e azuis pulsavam contra as paredes de mármore lá fora.

Catarina havia sido levada para o hospital. Rodrigo foi com ela. Eu fiquei para trás, cercada por pedaços de bolo e flores murchas.

A organizadora do evento murmurou algo sobre adiar nossa lua de mel. Acenei distraidamente.

Meu celular vibrou. O nome de Rodrigo apareceu na tela.

Atendi com mãos trêmulas. “Como ela está?”

Ele respirou fundo. “Estão fazendo exames. Ela está acordada, mas confusa. Os médicos disseram que sua pressão caiu de repente — acreditam que pode ter sido uma reação alérgica.”

Alérgica. Meu pulso acelerou.

“Ela vai ficar bem”, ele acrescentou rapidamente. “Vão mantê-la internada só para observação.”

Não sabia se sentir alívio ou pavor.

Porque agora haveria perguntas.

E Catarina? Ela teria respostas.

**Na Manhã Seguinte**
Quando Rodrigo e eu chegamos ao hospital, Catarina estava sentada na cama, pálida, mas consciente.

Seus olhos encontraram os meus imediatamente. Algo frio e afiado brilhou neles.

“Oh, querida”, disse, a voz leve, doce demais. “Que noite terrível.”

Sorri fracamente. “Estou feliz que você esteja melhor.”

“Eu também”, murmurou, e então seus lábios curvaram-se levemente. “Mas é engraçado… não consigo lembrar direito como aconteceu.”

“Talvez você deva descansar”, sugeriu Rodrigo, deixando um buquê de lírios brancos na mesa.

“Vou descansar, meu amor”, sussurrou. “Mas antes que vocês vão — gostaria de conversar a sós com sua esposa. Só um instante.”

Rodrigo hesitou, então beijou sua testa. “Não se esforce demais, está bem?”

Quando ele saiu, o ar no quarto mudou — pesado, tenso.

Catarina virou o rosto lentamente para mim. A doçura desapareceu de seu rosto.

“Você trocou as taças”, disse.

Não respondi.

Seus lábios se moveram. “Acha que eu não percebi? Vi que a marca do batom não era o meu. Esperta você.”

Minha garganta secou. “O que você colocou na minha bebida?”

Ela sorriu levemente. “Adoraria saber, não é?”

“Catarina—”

“Não era veneno”, disse secamente. “Não sou uma assassina. Era… um sedativo. Leve. Do tipo que deixa tonta e confusa. Você teria cambaleado, talvez desmaiado. Os tabloides te chamariam de instável. E então Rodrigo veria a verdade — que você não é digna desta família.”

Suas palavras cortaram-me como vidro.

“Você ia me humilhar?”

“Estava protegendo meu filho”, disse com calma. “De você.”

Aproximei-me, a voz trêmula. “Você quase se matou.”

Seu sorriso vacilou. Pela primeira vez, vi um lampejo de medo.

“Não queria que isso acontecesse”, sussurrou. “Achei que—”

“Achou que podia controlar tudo.”

Silêncio.

Então ela inclinou-se para frente, o tom venenoso. “Você não pertence aqui. Veio do nada. Você o enganou — com seus olhos grandes e sua história triste de órfã. Mas eu te vejo. Você quer o dinheiro dele.”

Algo dentro de mim estalou.

“Você não faz ideia de quem eu sou”, disse baixinho.

Catarina sorriu. “Oh, mas eu sei. Fiz uma investigação, querida. Cada linha, cada segredo. Você cresceu em abrigos. Sem pais. Sem conexões. Sem pedigree. Rodrigo merece melhor.”

EncMas no final, quando as cartas caíram, quem perdeu tudo foi ela.

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